Conversão de São Paulo | ||
Act 9 | Act 22 | Act 26 |
1- Lucas relata a conversão de Paulo num ambiente judaizante. | 1- Paulo, perante a multidão furiosa, relata a sua conversão | 1- Paulo, perante o Rei Agripa, pagão, conta a sua conversão. |
2- Paulo persegue os cristãos e leva-os para Jerusalém («Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém.» [9,1-2]) | 2- Paulo persegue os cristãos e leva-os para Jerusalém («Persegui de morte esta «Via», algemando e entregando à prisão homens e mulheres 5como o podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todos os anciãos. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco, onde ia para prender os que lá se encontrassem e trazê-los agrilhoados a Jerusalém, a fim de serem castigados. » [22,4-5]) | 2- Paulo persegue os cristãos e leva-os para Jerusalém («Quanto a mim, julguei dever levantar grande oposição ao nome de Jesus de Nazaré. 10E foi precisamente o que fiz em Jerusalém: com o pleno assentimento dos sumos sacerdotes, meti na prisão grande número de santos e, quando eram mortos, eu dava o meu assentimento. 11Muitas vezes ia de sinagoga em sinagoga e obrigava-os a blasfemar, à força de torturas. Num excesso de fúria contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras.»[26,9-11]) |
3- Luz intensa, vinda Céu, que o envolve («3Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. »[9,3]) | 3- Luz intensa, vinda do Céu, que o envolve («Ia a caminho, e já próximo de Damasco, quando, por volta do meio dia, uma intensa luz, vinda do Céu, me rodeou com a sua claridade. »[22,6]) | 3- Luz, vinda do Céu, que o envolve («Foi assim que, indo para Damasco com poder e delegação dos sumos sacerdotes, 13vi no caminho, ó rei, uma luz vinda do céu, mais brilhante do que o Sol, que refulgia em volta de mim e dos que me acompanhavam.»[26,12-13]) |
4- Saulo ouve a voz de Jesus que o chama («Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, porque me persegues? Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» Respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues.»[9,4-5]) | 4- Saulo ouve a voz de Jesus que o chama («Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque me persegues?’ Respondi: ‘Quem és Tu, Senhor?’ Ele disse-me, então: ‘Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues.’ Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz de quem me falava.»[22,7-9]) | 4- Saulo ouve a voz de Jesus que o chama («Caímos todos por terra e eu ouvi uma voz dizer-me em língua hebraica: ‘Saulo, Saulo, porque me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão.’ Perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ E o Senhor respondeu: ‘Eu sou Jesus a quem tu persegues.»[26,14-15]) |
5- Missão («Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer.» [9,6]) | 5- Missão («Ergue-te, vai a Damasco, e lá te dirão o que se determinou que fizesses. »[22,10]) | 5- Missão («Ergue-te e firma-te nos pés, pois para isto te apareci: para te constituir SERVO e TESTEMUNHA do que acabas de ver e do que ainda te hei-de mostrar. Livrar-te-ei do povo e dos PAGÃOS, aos quais vou enviar-te, 18para lhes abrires os olhos e fazê-los passar das trevas à luz, e da sujeição de Satanás para Deus. Alcançarão, assim, o perdão dos seus pecados e a parte que lhes cabe na herança, juntamente com os santificados pela fé em mim.’»[26,16-18]) |
6- Paulo, cego, entra em Damasco com a ajuda de alguém («Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco,»[9,8]) | 6- Paulo, cego, entra em Damasco com a ajuda dos companheiros («Mas, como eu não via, devido ao brilho daquela luz, fui levado pela mão dos meus companheiros e cheguei a Damasco.»[22,11]) | («»[]) |
7- Em Damasco: 7.1- faz jejum («passou três dias sem ver, sem comer nem beber.»[9,9]) 7.2- Ananias recebe a missão divina para curar Saulo de Tarso da cegueira. Ananias é o primeiro a saber qual era a missão de Saulo. («Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe numa visão: «Ananias!» Respondeu: «Aqui estou, Senhor.» O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento. Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.» Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os PAGÃOS, os reis e os filhos de Israel. Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.»»[9,10-16]) 7.3- Saulo é curado por Ananias e depois baptizado («17Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.» 18Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo.»[9,17-18]) | 7- Em Damasco: 7.1- Ananias cura Saulo de Tarso. Ananias é o primeiro a saber qual era a missão de Saulo e anuncia-lhe. Por fim, Paulo é purificado e recebe o baptismo. («Ora um certo Ananias, homem piedoso e cumpridor da Lei, muito respeitado por todos os judeus da cidade, foi procurar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista.’ E, no mesmo instante, comecei a vê-lo. Ele prosseguiu: ‘O Deus dos nossos pais predestinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e para ouvires as palavras da sua boca, porque serás testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste. E agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome.’»[22,12-16]) | («»[]) |
8- Logo depois da conversão, Paulo começa a evangelização («Depois de se ter alimentado, voltaram-lhe as forças e passou alguns dias com os discípulos, em Damasco. 20Começou, então, imediatamente, a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus. »[9,19-20]) | 8- Logo depois da conversão, Paulo começa a evangelização («Pelo contrário, aos habitantes de Damasco, em primeiro lugar, depois aos de Jerusalém e de toda a província da Judeia, em seguida, aos pagãos, preguei que se arrependessem e voltassem para Deus, fazendo obras dignas de tal arrependimento.»[26,19-20]) | |
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Conversão de Paulo
Fábio Ferreira
Sinopse dos relatos da cristofania a Paulo nos Actos dos Apóstolos
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Caminhar com São Paulo durante a Quaresma
JEJUM
Convites a jejuar e a resistir aos prazeres do corpo
Convites a jejuar e a resistir aos prazeres do corpo «8Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco, 9onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber. (Act 9, 8-9)
Alguns dos sacrifícios de São Paulo: «Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez!» (2 Cor 11, 27)
«Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, 23mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei. 24Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos. 25Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito. 26Não nos tornemos vaidosos, a provocar-nos uns aos outros, a ser invejosos uns dos outros.» (Gl 5, 22-26)
«Castigo o meu corpo e mantenho-o submisso, para que não aconteça que, tendo pregado aos outros, venha eu próprio a ser eliminado.» (1 Cor 9, 27)
Caminhar com São Paulo durante a Quaresma
ESMOLA
São Paulo convida-nos a partilhar o que temos (supérfluo) com os irmãos com mais necessidades:
São Paulo convida-nos a partilhar o que temos (supérfluo) com os irmãos com mais necessidades:
«Mas agora vou de viagem para Jerusalém, em serviço a favor dos santos. 26É que a Macedónia e a Acaia decidiram realizar um gesto de comunhão para com os pobres que há entre os santos de Jerusalém. 27Decidiram e bem; por isso eles lhes são devedores. Porque, se os gentios participaram dos seus bens espirituais, têm também obrigação de os servir com os seus bens materiais. (Rm 15, 25-27)»
«Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.» (2 Cor 5, 15)
«Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza.» (2 Cor 8, 9)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Composição e envio de uma carta no tempo de São Paulo
«A vida com que vivo agora na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou Se entregou a Si mesmo por mim» (Gal 2, 20)Ainda que São Paulo tenha composto as suas cartas pela própria mão, ou mediante a ajuda de um colaborador, que até podia ser o co-autor, a verdade é que não foi São Paulo quem as registou no papel, antes usou para o efeito um secretário profissional tal como se fazia na sua época, século I d.C. (Murphy-O'Oconnor, Paulo escritor de cartas, p.16). Os secretários do século I tinham várias funções entre as quais as de redactor, isto é, escreviam o que lhes era ditado; tinham a função de editor, ou seja, não eram meros copistas, mas estavam autorizados a realizar pequenas alterações; tinham ainda a função de autor, pois era-lhes concedida não só a possibilidade de alterar o conteúdo, mas de criar o próprio conteúdo da carta (Ibidem, pp.19-29). Ora, as cartas paulinas não foram excepção quanto a estes usos na redacção das suas cartas (e.g. 1 Ts, Silvano e Timóteo; 2 Cor, Sóstenes; 2 Cor, Timóteo; Fl, Timóteo; Flm, Timóteo, Gl todos os que estavam com São Paulo; Cl, Timóteo. Cfr., Ibidem, pp.33-50).
Na prática estas cartas eram escritas segundo o modo já evidenciado, sendo posteriormente enviadas ou mediante um grupo de estafetas (Ibidem, p.57), ou quando se requeria maior sigilo, e porque podia haver violação da correspondência, estas eram enviadas por meio de alguém da absoluta confiança do remetente, sabendo que o portador das cartas podia aditar mais informações por via verbal (Ibidem, p.59). Provavelmente ao início São Paulo terá tido de confiar a estranhos a transmissão da 1ª e 2ª Carta aos Tessalonicenses, mas quando se expandiram as suas comunidades também aumentou a possibilidade de enviar as cartas por meio de cristãos de sua confiança, pois, a 1 Cor, 5, 9 pode terá sido levada para esta cidade por meio dos empregados de Cloé; a Carta aos Romanos terá sido levada por Febe que ia para Roma; Epafras, Tíquico e Onésimo terão levado a carta de São Paulo para Colossos, e o mesmo pode ter acontecido com outras cartas (Ibidem, pp.60-61), sendo que a carta que o Apóstolo dirigiu aos Efésios terá tido vários portadores, uma vez que se tratava de uma circular do Apóstolo São Paulo (Ibidem, p.60).
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