sexta-feira, 4 de junho de 2010

Paulo na sua missão evangelizadora de Antioquia

A missão de Paulo não acontece do ocaso, mas pela pessoa de Barnabé que enviado à Antioquia pelas comunidades de Jerusalém, lembra-se de Paulo e vai até Tarso ao seu encontro para o levar também consigo até a Antioquia. É lá que Paulo vai encontrar o seu grande campo de acção, ou seja exercer o seu apostolado no meio dos gentios, e como nos relata os actos “foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos» ” (Act 11,26).
No ano 45 em plena estação primaveril, a comunidade de Antioquia é tocada pelo Espírito que os alerta e enviarem Paulo e Barnabé em missão. De facto assim aconteceu, pois “Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e ali meteram-se num barco, rumo à ilha de Chipre. Chegados que foram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus” (13, 4-5). Começava uma época de apostolado, por parte de ambos, onde “tinham também João como auxiliar”(Act 13-5) e o chefia era Barnabé, que por sua vez levava consigo Marcos e Paulo. Está viagem encontra-se presente apenas em Actos que nos relata a sua passagem pela Ilha de Chipre e nas várias comunidades da Ásia menos. Contudo nesta missão que foram realizando nos diversos continentes, não foram pacíficas, pois ao longo do caminho foram surgindo provações que o próprio apóstolo Paulo faz questão de testemunhar: “as perseguições e sofrimentos que tive de suportar em Antioquia, Icónio e Listra. Que perseguições tive de suportar! Mas de todas elas me livrou o Senhor” (2 Tim 3,11). Ao mesmo tempo no seu testemunho alertava as comunidades: “assim também todos os que quiserem viver a fé em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tim 3,12).
Ainda assim acerca desta missão, não temos informação suficiente para afirmar que Paulo era o cabecilha. Segundo alguns autores, seria Barnabé o responsável pela viagem e Paulo seria apenas o assistente de Barnabé.
Quanto a duração da viagem, há uma probabilidade dela ter ocorrido entre a Primavera de 45 e o verão de 48, devido aos dados que temos da chegada de ambos a Antioquia.
O contexto e objectivo da missão foi sobretudo o afrontamento perante os gentios convertidos, na qual insistiam que não eram obrigados à lei assim como aos próprios costumes judaicos, como é o caso da prática da circuncisão. Porém pregações de ambos num contexto onde existiam judeo-cristãos e gentios convertidos, fez levantar uma onda de debates, pelo facto de existirem uns que eram a favor e outros eram contra a circuncisão. Por isso, por mais que fosse o esforço de ambos, a solução não era consensual.

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